No vácuo... Eu sou tudo que você precisa e deseja...
Mas com ar ao redor... Eu te sufoco.Eu vivo em minha mente... Um mundo imaginário... Impulsionado pelos meus medos e desejos... Eu vivo na era do caos... onde nada é certo e tudo é imperfeito... Eu odeio a perfeição... embora eu procure por ela em mim.

Meu corpo é formado por uma pasta de pólvora e sangue,
Envolvida por uma grossa, porem frágil, casca emotiva.
A cada dia sinto esquentar um pouco mais,
Com as sacudidas cotidianas de uma vida urbana.
O externo parece afetar apenas o interno.
Criando pequenas explosões,
Abafadas por sorrisos falsos.
O calor percorre, embala, agita.
A pasta insiste em virar lava
A lava destrói a casca
A casca, já não existente,
Torna a explosão iminente.
A qualquer hora,
Em qualquer lugar,
Por qualquer motivo.
As mentiras acabam,
O controle se perde,
O sentido aparece.
Eu sou a lava, não a pasta.
Sou a pólvora agitada, esquentada, derretida, fundida.
O relógio quebrou,
O tempo parou,
Comprimiu o espaço,
O mundo acabou.
[Pic: Beatriz Nogueira]

Eu sou o que seus olhos vêem... Uma pessoa diferente para cada mente... Reações variadas dependendo de quem realizou as ações.
Em uma casa de praia, uma noite de vinhos e poesias. Poesias sobre o amor, sobre os mais eternos sentimentos humanos e vãs filosofias. [Pic: Everestelle]
Não te direi mais nada,
Eu fui ao supermercado hoje e perguntei se tinha amor, eles falaram que esse produto saiu de linha e a fabrica parou de produzir.
Eu acho que vou comprar um pouquinho mais de racionalidade e envolvimento profissional.
Em um dia qualquer, e sem perceber, imagens surgem em minha cabeça formando um momento. Um momento de uma vida que não vivi, e não sei se algum dia o terei. Um sonho lúcido, acordado. Uma imagem estética, que desaparece assim que é processada.
França é o lugar.
Um corpo seminu, coberto singelamente por um lençol egípcio vermelho, deitado na cama ao lado de cinzas e mais cinzas em um exótico cinzeiro.
As fotos... São minhas.
O outro, um segredo.
[Pic: SeaFairy]

O problema pode ser a propaganda, talvez as pessoas não saibam que tal produto existe.
O problema pode ser a praça, talvez ninguém precise deste produto por aqui.
O problema pode ser a variedade, “ele está disponível apenas em uma cor?”
Talvez seja o mercado que está esgotado de produtos iguais a um preço semelhante.
[Pic: Me by Rajko]

O olhar inocente de uma criança,
A percepção de um mundo novo,
Idéias sendo formadas,
Memórias adicionadas,
Cortes profundos,
Cicatrizes.
Nada foi criado, nós vivemos.
Ela cresceu, entendeu, viveu...
Conheceu o seu semelhante e chorou.
Dias, noites, semanas, anos... Uma vida inteira.
O mundo estuprou os seus sentimentos.
[Pic: Bansky]

Aos meus olhos você é como a lua.
Aquele lindo satélite luminoso, que observo com uma certa distância.
Você é pura inspiração... Alimenta minha ilusão.
Tenho-te como um ser intocável e extremamente desejável.
Como um sonho, um motivo, uma esperança.
Um desejo contido que brota em mim,
me fazendo crescer...viver.
Um parâmetro... Um ideal,
Sofisticação mental.
Você é pura poesia... é perfume, iguarias.
Aos meus olhos lua do dia a dia... Es tudo que eu queria.
Mas nada funciona sem magia
e logo te perco para o sol...minha agonia.
[Pic: Pedro Marques]

Encontre-me, amor, quando o dia terminar.
Eu te amo pelo teu encanto nobre,
Pelos teus olhos profundos e resplandecentes,
Pelo doce meneio de tua fronte,
E por tua conduta tão soberba.
Eu te amo, pois es justa,
Mais macia que as dunas,
Mais lisa que o ar.
Não pelos cupidos que se encontram
Nos cantos de seus olhos pequenos.
Tu sabes por que seria?
Eu te amo porque tu me amas.
[Poesia presente no filme "Piquenique na montanha misteriosa", Sara o escreve para Miranda]
[Pic: Google, Cena do filme]
Eu confesso que logo de cara não dei muito valor para o filme, acho que o nome me assustou, mas amei descobrir que estava errada... O filme é muito bom... Extremamente recomendado.
"Baseado em fatos verídicos que ainda permanecem obscuros nos dias de hoje, Piquenique na Montanha Misteriosa está envolto em terror, misticismo e uma lânguida sensualidade adolescente. No anos de 1900, um grupo de alunas de liceu vai fazer piquenique no dia de São Valentim. Duas delas nunca mais irão voltar... Com este belo e perturbador filme, o realizador Peter Weir (Mestre dos Mares) marcou o início de uma nova era para o cinema australiano."

Eu sou o Vento.
Frio Vento,
Pobre Vento,
Rancoroso e invejoso.
Invejo o teu calor,
Invejo o teu amor.
Vida corre pelo meu corpo,
Mas morto permaneço,
E na existência me enriqueço.
Te vejo,
Te sigo,
Te sinto,
Te quero.
Lindo ser de corpo frágil,
Que estremece a minha presença.
Lindo ser de olhos claros,
Que suga a minha existência.
Como poderia juntar seu amor ao eterno?
Se sou o vento...
Sem rumo,
Sem lar.
O vento frio,
Que te faz chorar.
[Pic: Google]

Minha linda Estrelinha
Que brilha toda sua beleza
No triste escurecer da noite
Meu tímido ser
Apreciado por todos que aqui estão
Mas que brilha mais forte em meu coração
Eu tenho te observado brilhar
de uma certa distância
onde meus olhos pouco vêem
mas a distancia parece o seu disfarce
escondendo pequenos defeitos e suas verdades
Que não sai da minha cabeça
Te observo de onde não me vejas
Me torno invisível para que não me enlouqueça
Com os desprezos que me faz sentir
Me faz sofrer sem perceber
Me rejeita sem escolher
Ilumina o meu desespero
Sem demora
Meu amor eterno
Sem sucesso
Tu me amas
Apenas não sabes
Esquivas do meu toque
Foge da morte
Destruição da minha vida
Minha noite mal dormida
Desejar:
“Se não es minha de ninguém mais será”.
[Pic: Angel Blue]

Me senti tão frágil ao te olhar.
Tão suscetível aos sentimentos fúteis,
Que jurei jamais demonstrar.
Me senti uma mentira humana.
Um erro ambulante.
Que não pude controlar.
Pareci está completamente perdida,
Como um peixe nadando no ar.
O coração batendo em uma seqüência desordenada.
Borboletas voando sem direção.
Um espaço comprimido.
O suor frio da tensão.
Falar se torna difícil,
Todos os comentários me parecem perdidos.
A voz rouca de quem treinou aquele dialogo por dias a fio.
Palavras que de tão repetidas mentalmente,
Perderam seu sentido completo.
Eu te vi.
Eu criei um amor.
Expandi um desejo.
Cultivei uma obsessão.
Quando percebi que já era tarde demais.
[Pic: SeaFairy]

O espaço “ilusório” e sua constante guerra com o espaço “real”.
Na tentativa de não enlouquecer, na tentativa de apenas sobreviver criamos a diferenciação, os agrupamentos, padrões, regras, nomes incertos.
Criamos a lógica ilógica.